Você prefere menino ou menina?

31 ago

Quando entramos no universo de pais e filhos ou quando engravidamos é que começamos a ver como “ainda somos o mesmo e vivemos como nossos pais”, e avós e, se duvidar, bisavós. Quando perguntam se você está esperando menino ou menina, geralmente em seguida vem um comentário sobre as preferências da pessoa. “Eu também quero ter meninos” ou “Nossa, dois meninos é legal, mas já pensou um casal, que máximo?” ou ainda, “Meu sonho é ter uma menininha. Você não sonha em ter uma menina?”.

Não vejo muito problema em ter preferências, o problema é quando a justificativa por preferir determinado sexo é algo tipo “Não quero ter filha. Deve ser muito preocupante porque além de toda a violência, temos que nos preocupar com assédio e estupro” ou “Deus me livre ter filho homem, já pensou se ele ‘vira viado’?” (essa em especial eu já ouvi de uma pessoa que tinha uma filhA e me passou pela cabeça perguntar se o preconceito era geral ou se tudo bem se a filha dele “virasse lésbica”).

Fico refletindo se é uma utopia pensar se, ao invés de nos preocuparmos em não termos filhas porque elas podem ser estupradas – preocupação totalmente plausível e válida – nos preocuparmos em criar um mundo livre da cultura do estupro e do assédio, porque não vemos mais nossas meninas como objetos, porque há, acima de tudo, respeito pelo corpo e o espaço do outro seja homem ou mulher.

“Imagina, você está louca, ninguém aqui concorda com isso e é óbvio que se dependesse de mim não haveria estupros e assédios”. Acredito. Mas será que não podemos fazer um pouco mais de esforço? Será que estamos criando nossos meninos e meninas com essa preocupação como uma das prioridades ou ensinamos e estimulamos nossos “grandes líderes” (porque só o que vejo são pais vislumbrando seus filhos como futuros grandes líderes) desde pequenos a abraçarem e beijarem as menininhas porque é bonitinho?

Ao invés de nos preocuparmos se nossos filhos homens vão “virar viados”, não seria melhor no empenharmos em criar um mundo onde haja respeito mútuo e a pessoa não seja julgada pela sua sexualidade? “Claro, eu não sou homofóbico, não gosto mas respeito, eles lá e eu cá”. Acredito que você nunca tenha batido ou agredido alguém por causa da sexualidade, mas será que a mensagem que isso é errado chega clara para os seus filhos ou será que do conceito “não gosto mas respeito” eles só captaram o “não gosto”?

Tenho um menino e estou “fabricando” outro. Confesso que com meu machismo enraizado que luto contra todos os dias, por um momento respirei aliviada quando soube que eram meninos simplesmente porque sei como o mundo pode ser cruel com uma mulher. Hoje, já acho que a responsabilidade é ainda maior: tenho a missão de criar dois homens de boa índole e caráter incorruptível, que ajudem a construir esse mundo utópico que sonhei para eles.

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Dica de lembrancinha para maternidade #OQueTemNaMinhaPortaria

29 ago

Gente, olha que delícia!

Sabe aquele bolo de coco molhadinho, fresquinho e caseiro? Então, esses dias eu recebi o Bolo de Coco & Co. e adorei. Ele é feito com coco ralado na hora, e a massa é fininha e sobreposta com o recheio. Achei doce na medida e nada enjoativo. Mais que tudo, eu adorei as embalagens super fofas e achei que cabem muito bem substituindo bem casados, bem nascidos e lembrancinhas da maternidade ou do chá de bebê. Também entregam o bolo inteiro.

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Dicas para ser o “mala” da maternidade

26 ago

Depois de passar por todo processo da gravidez, que por mais maravilhoso que seja sempre parece interminável ainda mais no último trimestre, a grávida vai lá, ter seu bebê. MINUTOS depois do momento mais especial ou traumático, ou maravilhoso ou _________________ (insira seu sentimento aqui!) já tem um monte de gente lá na maternidade para visitar a mãe e seu lindo bebezinho.

Se você, gente fina e educada quer ser um verdadeiro MALA inconveniente ao visitar uma família no hospital, siga os seguintes passos:

  1. Passe um perfume bem forte ou fume um charuto fedorento antes de entrar no quarto. Se possível, pegue o bebê no colo;
  2. Fale qualquer coisa sobre a aparência da mãe recém parida. Diga que ela está amarela ou que está descabelada, pergunte se ela não acha melhor chamar o serviço de cabeleireiro do hospital, porque afinal, ela acabou de parir e vai receber muitas visitas, tem que estar LINDA;
  3. Falando em parir, comente sobre o tipo de parto: se foi cesárea, diga que ela vai sofrer muito na recuperação e que é uma pena que ela não tentou o normal, afinal, só mulheres DE VERDADE aguentam o parto normal. Se foi normal, diga que a vagina dela nunca mais será a mesma, pergunte se ela não está com medo de fazer xixi e se fez cocô na hora do parto;
  4. Critique a maternidade. Conte uma história de desgraça relacionada a partos ou nascimentos na maternidade que a família está. Diga que a enfermagem ali é péssima e que o tratamento dos médicos é terrível.
  5. Leve uma criança que não tem nenhuma ligação com a família e a coloque na cama da mãe quando ela estiver repousando. Certifique-se que a criança pule bastante. Se estiver gripada, melhor ainda.
  6. Falando em gripe, se você estiver com alguma doença viral antes da visita, PERFEITO!
  7. Fale bem alto e faça bastante barulho enquanto o bebê estiver no quarto e no fim diga: “ É bom, já tem que acostumar!”;
  8. Fique perguntando sobre o leite, se está descendo, se é “forte”, e diga que provavelmente os mamilos dela vão sangrar e rachar até cair;
  9. Falando em leite, insista que o bebê está com fome a todo momento;

10. Coma a comida da mãe e ainda comente que está ajudando, afinal, agora que ela teve o bebê precisa emagrecer o mais rápido possível.

BÔNUS: 

11. Fez tudo isso? Ótimo. No fim pergunte se não tem lembrancinha, diga que volta no dia seguinte, mas que vai chegar tarde porque tem compromisso.

(Texto autoral originalmente publicado no blog Colcha de Retalhos)

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Expectativas, realidade e um pouco sobre Minions

24 ago

Ser mãe (e pai) é ter que lidar frequentemente com a questão expectativa X realidade. Me lembro da primeira vez do meu pequeno na piscina. Imaginei que ele fosse adorar porque amava o banho e era fascinado por água. FAIL. Foi o maior escândalo, ele odiou, não rolou, enfim… Eu fiquei frustrada, é claro! Me preparei para aquele dia, comprei a roupinha de piscina, fraldas que vão na água, protetor, preparei a máquina fotográfica e x… Nada!

Desde então me dei conta que essa relação era e continuaria a ser extremamente frequente. Você está cansada CONTANDO com aquela soneca da tarde mas bem naquele dia seu bebê resolve pular o soninho ou você acha que ele vai AMAR o show da Galinha Pintadinha mas na hora ele dorme ou pior, não para de chorar e você sai frustrada e mais pobre porque afinal jogou o dinheiro do ingresso no lixo.

Aprendi a não criar TANTAS expectativas e comecei até a criar alguns receios. Exemplo: cinema. Ao sermos convidado para a pré-estreia dos Minions fiquei apreensiva. Ele tem 2 anos, não tinha tido muito contato com os bichinhos amarelos, nunca tinha ido ao cinema, o evento foi de manhã e ele já demonstra não ser muito uma “morning person”. Eu tinha certeza que teria que tirá-lo da sala em algum momento. Ledo engano. Ele AMOU o filme, assistiu inteiro na cadeira dele, comeu pipoca, ficou quietinho e saiu feliz. Sucesso!

Passou a adorar os Minions, já assistiu “Meu Malvado Favorito” 1 e 2 sempre vibrando quando os Minions aparecem. Acho que ele se identifica, pois eu vivo dizendo que muitas vezes ele FALA como um Minion… Pensa como ele amou quando recebemos esse kit amarelo da Universal, foi a maior festa e ele está há dias andando com duplas de Minions para cima e para baixo.

Tem mala dos Minions, Kinder Ovo, Tic Tac, balde de pipoca, todos os bonecos e Havaianas, camisola e meias Puket para a mamãe que merece. Sucesso total!

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Manual prático do convidado de casamento

19 ago

Quem já casou sabe: fora os preços exorbitantes e a expectativa do grande dia, temos que lidar com dezenas de outras questões que surgem na jornada.

Eu já casei faz algum tempo, algumas amigas casaram depois e os problemas são sempre os mesmos. Por isso, resolvi mergulhar num tema que há muito não exploro para ver se ajudo as pobres “dazamiga” noiva com o MANUAL DO BOM CONVIDADO. Na realidade começa falando justamente de convite:

  1. Nunca parta do princípio que você será convidado a não ser que falem que você será ou que você receba um convite, principalmente se a sua relação com os noivos for profissional ou um pouco distante (tipo, amigos do colégio que se encontram 3x por ano ou menos). Pior: nunca, jamais, em hipótese alguma presuma que será ou se convide para ser padrinho/madrinha. Essa é uma escolha que cabe aos noivos, apenas. É o momento deles. Para eles o padrinho faz sim diferença, para você, SER padrinho faz tanta diferença assim?
  2. Nunca peça para levar alguém, a não ser que você namore firme ou seja casado. Os noivos pagam por cabeça e certamente já sofreram com cortes que tiveram que fazer na lista. Deixar de convidar alguém que gostam para que você possa levar seu/sua ficante, é complicado né? Pior: não pedir e levar a filha, o namorado da filha, a mãe do namorado da filha e quem mais aparecer na frente.
  3. Evite levar crianças, a não ser que os noivos solicitem. Aliás, evite levar adolescentes também, a não ser que eles tenham um ótimo relacionamento com os noivos. Adolescente paga e geralmente não curte ou seja: todos saem perdendo.
  4. Fale que vai dar uma “passada” ou vá para ficar pouco tempo. Novamente: os noivos pagam por cabeça. Pagar só para você dar um “oi” e ir embora por qualquer motivo que seja, é desnecessário.
  5. Nunca pergunte sobre os gastos ou critique a iniciativa dos noivos. “Nossa, com o dinheiro que estão gastando poderia fazer uma bela viagem” ou “Pra que gastar tudo isso em apenas uma noite?”. São opiniões que realmente não interessam para ninguém.
  6. Nunca vá de branco, off-white, prata “clarinho”, o que quer que seja. Sério. Não é possível que você não tenha outro vestido. Também se esforce para se arrumar um pouco (isso serve para homens e mulheres). Você está entre as pessoas selecionadas para presenciar o dia mais especial da vida de alguém, não custa se dedicar um pouquinho, né?
  7. Caso tenha condições financeiras, também tente se dedicar um pouquinho no presente. Não invente de dar algo que não está na lista feita pelos noivos. Eles indicaram as lojas e as coisas que querem e precisam então, que tal tentar agradá-los? Nunca, jamais, repasse presente.
  8. Da série “Comentários que não ajudam ninguém”: contar histórias de desgraças em casamentos. Se você foi a um casamento que deu tudo errado, que a noiva caiu, que teve briga, que não foi ninguém… Guarde para você! Noivas, principalmente, podem ser bem ansiosas com os erros do grande dia, “botar pilha” não vai ajudar em nada.
  9. Reclamar e palpitar. Exemplo: “nossa, mas é longe de casa o lugar do casamento” ou “Você convidou Fulano mas não convidou Ciclano? Como assim?” ou “Tem que tocar todos os tipos de música para agradar todo mundo”.
  10. No dia, querer aparecer mais que os personagens principais, seja exagerando no choro emotivo ou na alegria exagerada. E sim, é “boca livre” mas você não precisa sair em coma alcoolico e dar vexame né?

Gente, é claro que quase tudo isso é “negociável” com os noivos. Se você é super amiga da noiva e estão trocando ideias, pode palpitar, afinal ela está pedindo a sua opinião. Ou, você está com algum problema de saúde ou tem qualquer motivo plausível para não ficar muito na festa, é claro que vai mesmo assim. No mais, o bom senso é deve imperar de todos os lados para o dia ser perfeito!

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“‘Planejar meu casamento foi realmente fácil e sem stress’, disse NENHUMA noiva no mundo”

Colcha de Retalhos

Como a vida, um espaço em eterna construção.

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