Para os pais de menina

Como mãe de menino, eu penso todos os dias sobre o meu dever como mãe. Estou criando um ser humano independentemente do gênero, sim, mas sabemos como uma cultura viciada pode prejudicar tanto homens quanto mulheres e por isso é preciso ter foco para quebrar os padrões e permitir que nossos filhos sejam muito mais evoluídos que nós.

Mas sabemos que na prática o “faça o que eu digo não faça o que eu faço” não funciona muito bem. O exemplo é o mote principal da educação de uma criança e isso vai além de não fumar e comer comida orgânica. Por isso o meu papo hoje é com os pais de menina.

Eu sei que você foi criado de forma diferente, que possivelmente você tem uma mãe que fazia jornada tripla (trabalhava fora, cuidava da casa e dos filhos), ou que foi “dona de casa” mas não tão submissa quanto as mulheres das gerações anteriores. Eu sei que você respeita as mulheres, que não bate na sua companheira, que não humilha, ou qualquer coisa do tipo, mas para a sua filha, pequenas ações podem ter um peso muito grande, ainda mais vindas de você.

Se você acha que a sua parceira tem que cuidar da casa e servir você, então ela pode crescer achando que é ok viver servindo marmanjo. Se você acha que o fato de mulheres ganharem menos que homens não é problema seu, então ela pode achar que é ok ela ser inferiorizada no trabalho. Que é ok, numa discussão, ser chamada de louca por ser mulher. Que é mais fraca por chorar. Que tem certas coisas que não servem para ela (futebol, por exemplo). Que tudo bem o namorado a proibir de ir a algum lugar. Que ela dá conta dos filhos enquanto o marmanjo sai com os brothers porque ele precisa de um momento entre os machos sem mulher enchendo o saco. Que o irmão dela pode e ela não pode. Que homens são superiores.

Se vocês querem criar meninas seguras de si, que não se sentem inferiores a ninguém, então prestem atenção no modo como tratam suas esposas, namoradas, ex-esposas, mãe, irmã, amigas. Não adianta você ser um lorde com a sua atual mulher e sair dizendo que a sua ex é uma vaca mal amada que sofre com falta de pinto. Não adianta você dizer que “não vai incentivar esse negócio de princesa da Disney” se você não lava uma louça em casa e vive como se fosse o hóspede de um hotel.

“Mimimi, agora tudo é machismo”. Não, agora é tudo questão de parar com atitudes que criam uma cultura viciada que claramente não está dando certo. A mudança não está nos nossos filhos, está em como nos transformamos para criá-los.

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“Era Uma Era”- Um espetáculo infantil sobre o mundo digital

Facebook, Instagram, Blog, Snapchat, Waze, Twitter, Linkedin… As redes sociais existem, o mundo digital tem um peso enorme no nosso dia a dia e é inevitável não falar sobre ele. Mais inevitável é que nossos filhos tenham contato com esse mundo. Mesmo pequenos, eles estão nas nossas fotos, nos nossos posts, no nosso blog! Mas vez ou outra surge algo ou alguém que nos faz pensar sobre a memória, sobre o ser efêmero. Você pode ter 500 fotos do seu filho no Instagram, mas quantas fotos dele impressas você tem? Aqui, as fotos impressas não completariam UM álbum de 30 páginas.

Nós, os pais, ainda temos uma conexão com o passado, com o offline, com o papel, com palpável. Mas e os pequenos? Não acho que proibir o contato com o digital seja uma opção, mas talvez apresentar outras opções além do mundo virtual. Por exemplo, ao invés de um canal no You Tube, que tal levar ao teatro? Ao invés de proibir o celular ou tablet no teatro, que tal INTEGRAR esses elementos na peça? Essa é a ideia do espetáculo “Era uma Era” da Cia. Mungunzá (conhecida entre os adultos pelo premiado “Luis Antonio Gabriela”).

Na peça, Barba Rala, rei de um Reino Ainda Sem Nome, deseja a todo custo entrar para a história e poder dar um nome ao seu Reino. A única forma que um Reino tem de ser reconhecido e entrar para a história, é completando 100 páginas no Grande Livro de Autos. O Reino cresce e tudo vai sendo registrado. Até que um dia, após um incêndio, o livro é destruído e os habitantes tem que recomeçar sua vida do zero. No entanto os tempos são outros e agora a Era vigente é a Era da Tecnologia. A peça se repete novamente, mas completamente contextualizada no caos da era digital. Novamente o Reino cresce e vai se preenchendo de memórias e registros e selfies até entrar em colapso novamente.

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O espetáculo foi inspirado no livro O Decreto da Alegria, de Rubem Alves e a dramaturgia foi sendo construída em conjunto com o grupo e a direção. “Queríamos trazer as fábulas para atualidade e fazer uma história com elementos que falassem ao menino de 5 anos até um idoso de 80. A tecnologia é, sem dúvida alguma, um tema que atinge a todos. Você que escolhe a forma de se relacionar com ela e a partir dela. Se ela separa ou une depende de nossa forma de lidar com isso, mas é inquestionável ”, explica a diretora Veronica Gentilin.

“Era uma Era” estreia amanha, 3 de fevereiro, no Espaço Caixa Cultural na Praça da Sé, 111. É grátis (basta retirar os ingressos com antecedência no dia da apresentação) e vai até o dia 19.

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A moda da barriga sarada pós-parto

A nova moda é postar uma foto grávida de roupa de ginástica e depois ao lado com a mesma roupa, o bebê novinho e a barriga chapada. Aí falam que é inspiração para outras mulheres, que é apenas amamentação e boa alimentação, que não engordou muito na gestação. Que legal! Bom pra você!

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Eu tenho preguiça. Tive dois filhos e até fiz um bom trabalho com a minha barriga depois deles, e de fato amamentar foi a melhor dieta que fiz na vida, porque comia como um menino de 18 anos de luta jiu-jitsu e emagrecia mesmo assim, mas me compadeço pelas mulheres que estão lá com seus bebês recém-nascidos, checando o Instagram em madrugadas intermináveis, tendo que lidar com imagens de barrigas pós-parto saradas enquanto mal conseguiram assimilar todo o novo universo que se apresenta com a chegada do bebê. Desculpem, isso não é inspiração, é bullying.

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Meu recado não é para você que posta a foto com a barriga sarada. Faça o que você quiser. O meu recado é para você que está se sentindo (ainda mais) feia porque tem sua timeline invadida de fotos “inspiração”: se você teve um bebê e ele está saudável, se você está saudável, então você e sua barriga fizeram um ótimo trabalho até agora. Se a sua barriga vai ficar negativa, sarada, trincada, isso é questão de tempo e de vontade. O mundo é muito maior que a sua barriga, e seu bebê está aí para provar isso.

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Células-tronco e os dentes de leite

Sei que a célula-tronco pode ser essencial no tratamento de diversas doenças degenerativas. Fato é que eu não coletei as células-tronco do cordão umbilical dos meninos quando eles nasceram, simplesmente porque já estávamos lidando com tanta coisa que ainda considerar se coletava ou não e já começar a vida do bebê com esse custo fixo, me parecia um pouco incerto.

Aí, na última semana estive na Dezoito Kids para conhecer as últimas novidades de várias marcas para o Dia das Crianças, e lá tivemos uma palestra do Dr.  Nelson Tatsui, Diretor-Técnico do Grupo Criogênesis e Hematologista do HC-FMUSP. Ele explicou que o diferencial da células-tronco do dente de leite é que elas são do tipo mesenquimal. Estas células têm a capacidade de, em laboratório, se transformar em uma variedade de outras células destinadas a reparação de tecidos. Além disso, por serem muito jovens, multiplicam-se com mais velocidade. Seu potencial é tão grande que apenas um dente já é suficiente para que as células se estabeleçam em cultura.

Mas só o dente de leite tem as células tronco? Não! Também no evento, o Dr. Gabriel Politano, responsável pela área de células-tronco da polpa do dente de leite da Criogênesis, explicou que todos os dentes, incluindo os permanentes, tem a célula-tronco, PORÉM não são tão ricos porque as células que têm ali já são mais velhas ou já podem ter sofrido alguma interferência externa. Além disso, por se tratar de um processo natural, pois a queda do dente ocorre na maioria das crianças entre 5 e 12 anos de idade, o momento da coleta é indolor.

Sem Fada do dente

Apesar da Fada do dente ser um personagem comum no imaginário das crianças, a coleta do dente de leite deve ser feita por um dentista, isso porque as células-tronco são retiradas da polpa do dente – aquele pedacinho de carne que está grudado no dente. O material deve ser acondicionado em um kit específico de transporte e enviado imediatamente à clínica de armazenamento. Caso o dente venha a cair antes da consulta, é necessário que a família possua o kit de transporte. Ou seja: NÃO adianta guardar o dente em casa, numa latinha!

Mas e quanto custa essa “brincadeira”?

Não, você não tem que vender um rim para coletar um dente. Para realizar o procedimento, o custo é de cerca de R$ 2.000 pela coleta das células e uma anuidade que varia de R$ 300 a R$ 400 para a conservação delas. “Mas e se a clínica que eu coloquei fecha daqui 10 anos?”. Eles também explicaram que, por contrato, a clínica deve encaminhar para outra clínica, mas claro, é bom pesquisar bem antes de escolher uma.

Os interessados em informações sobre a extração do dente para a coleta de células-tronco podem se informar pelo e-mail gabriel@clinicapolitano.com.br ou pelo 0800 773 2166.

* Isso NÃO É JABÁ! É informação útil que vale ser compartilhada.

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Como é mesmo? Desculpe o transtorno? 

Nos últimos dias muito se falou sobre querer um amor assim ou assado. Se foi publi, se não foi publi. Se foi golpe, se não foi golpe. Se é Rafinha ou Duvivier. Também quero surfar essa onda porque há tempos quero escrever um texto sobre o amor tranquilo. 

Tenho amigas, já maduras, que começaram novos relacionamentos recentemente. “Ah, estou levando um dia de cada vez”, “Ah, é legal, mas não estou assim enlouquecida por ele sabe, estou tentando me acostumar”. “Ah, passei muito tempo sozinha, não sei se isso está me atrapalhando”. Pois vou te contar uma coisa: o amor só é enlouquecedor em música, filme ou quando não pode ser vivido. 

O amor de verdade, aquele que você vive, não te enlouquece, ele te acalma. No amor de verdade não há ciúmes incontrolável porque simplesmente não existe a possibilidade da pessoa não estar ali. O amor de verdade não é avassalador, é constante. 

Quando conheci meu marido, confesso que não senti uma paixão avassaladora de adolescente (até porque eu não era adolescente), mas fomos saindo, vivendo, deixando levar e quando percebi, não conseguia mais viver sem ele. Era divertido estar com ele. Era essencial. É essencial. Às vezes eu me sinto tão “nós” que penso “e se não for para sempre assim?” E então me acalmo pensando que não há amor pela metade. Só há amor inteiro. 

Quando você está há algum tempo com alguém, existem momentos incríveis e inesquecíveis e momentos normais. É preciso saber viver os momentos normais como o que são, momentos normais, e não crises. Um relacionamento não precisa ser feliz e incrível o tempo inteiro e nem tudo precisa ser discutido. Às vezes é só esperar passar. 

Em 7 anos de casamento é claro que já passamos por crises, mas quer um sinal que seu relacionamento não acabou? Vocês fazem mais coisas juntos que separados. Às vezes você não quer olhar na cara da pessoa mas estão ali, no aniversário da tia avó. Quando acaba, minha gente, não há evento familiar que mova, porque simplesmente não há interesse na vida do outro, e se não há interesse em estar junto, não há amor. 

No mais, chega uma hora que você já viveu grandes paixões, grandes tesões, grandes emoções e só quer, no fim do dia, alguém para ficar em silêncio assistindo novela com você.