Interview: Vinicius de Oliveira

Hello!

Faz tempo que não apareço não??? De fato resolvi fazer esse blog público assim quem sabe ele tenha alguma utilidade. Para começar, e torná-lo de fato interessante vou postar uma entrevista que fiz com o Vinicius de Oliveira ano passado. Pra quem não sabe o Vinícius começou a carreira em Central do Brasil e atualmente trabalhou novamente com Walter Salles no filme “Linha de Passe”. Nesse meio tempo eu o conheci e digo: é um amor de pessoa! Originalmente a entrevista foi para um trabalho de faculdade, achei muito legal da parte dele dispor de um tempo para me responder essas perguntas, ao mesmo tempo que Linha de Passe estourava! Enfi, abaixo, a nossa conversa:

Conselho de Amiga – Como foi o processo de Linha de Passe?

Vinicius de Oliveira – “Linha” teve inicio a quatro anos quando o Walter voltou da turnê de Diários de Motocicleta. Ele, inspirado pelo documentário do seu irmão João, “Futebol”, teve a idéia do filme. Foi quando me fez o convite pra fazer o Dario. Aceitei e disse que já ia começar a me preparar. Como o personagem era um aspirante a jogador muito bom de bola, eu quis da de fato essa cara para ele. Pra isso treinei 3 anos na escolinha de futebol do Zico aqui no Rio e quando fui pra sampa treinei um mês no juniores do Santo André e outro no Palmeiras. Fora a preparação da Fátima Toledo que acontecia paralelo aos treinamentos de futebol.

CA – Qual foi a maior dificuldade na preparação da personagem? E a preparação com a Fatima Toledo, conhecida pela rigidez no trabalho?

Vinicius- Na verdade, como nos preparamos com a Fátima, essa coisa de montar personagem não existe. O que é preparado é o ator, a pessoa Vinícius para dar vida ao personagem. Ou seja, a única coisa que eu tinha de diferente do Dario era o nome, de resto tudo vinha de mim. Não que eu seja ele no dia-a-dia, mas sou capaz de tudo aquilo que foi representado. E não foi fácil buscar esse Dario dentro de mim. Num primeiro momento eu não entendia o trabalho dela, aqueles exercícios não faziam o menor sentido. Aos trancos e barrancos a gente foi se acertando até que entendi o processo e acabei aceitando e trazendo pra minha concepção de atuação. Buscar sempre as vontades e loucuras do personagem dentro de vc. Fátima foi de fundamental importância para que a família do filme tivesse vida.

CA – Como foi trabalhar com atores mais experientes, como a Fernanda Montenegro e a Sandra Corveloni? Ajuda ou tensiona?

Vinicius- No Central, eu não tinha a menor noção da dimensão do monstro que é a Fernanda Montenegro. Não a conhecia. Talvez por isso tenha ficado super tranqüilo do lado dela. E ela fazia questão de me deixar a vontade, não tinha essa coisa de ser a Fernandona, era igual a todo mundo. A Sandra foi a mesma coisa, ela nunca tinha feito cinema, sempre teatro e como eu não sou um conhecedor profundo dessa arte, também não a conhecia, então pra mim era todo mundo igual ali. Jornada nova, vamos todos aprender uns com os outros. Sem contar que trabalhar com a Sandra é maravilhoso, super alto astral e cooperativa com ator.

CA – Como foi trabalhar com o Walter Salles em “Central do Brasil” e em “Linha de Passe”?

Vinicius – Em Central, por eu estar chegando no cinema, Walter foi mais um paizão do que diretor. E no Linha ele passou a ser o diretor e paizão daqueles que estavam chegando. Não consigo ver uma diferença marcante de Central pra cá. Não prestava atenção no jeito de dirigir dele. Nem sabia o que era aquilo. Mas falando só do Linha, ele é preciso, tem o filme todo na cabeça e toda a equipe na mão, ou seja, ele consegue fazer o filme com todo mundo pensando igual. Todos numa mesma sintonia.

CA – E o que aconteceu na sua vida profissional, entre um filme e outro?

Vinicius – Sempre estive trabalhando, fiz novela, teatro, seriados e fui, claro, num ritmo lento por causa do Linha que veio logo e resolvi focar nesse trabalho porque via nele a consolidação da minha carreira principalmente no cinema.

CA – Qual a melhor e a pior parte da vida de ator?

Vinicius – O bom são as viagens e as regalias que temos em um monte de coisas. E o ruim, são as fofocas, muita gente em cima, muitas entrevistas (risos)…

CA – E daqui pra frente, o que tem em mente para sua carreira?

Vinicius – Quero continuar com minha carreira e daqui uns 10 anos da prioridade pra direção no cinema.

CONSELHO DE AMIGA?!

Vai que vai Vinicius! Já pensou daqui uns anos você concorrendo ao Oscar de Melhor Diretor?!? Haha, melhor que isso só se eu ganhasse o Oscar de Melhor Atriz… Vai saber né… Ou um prêmio Pulitzer…. Ou um Nobel, enfim…

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Um comentário sobre “Interview: Vinicius de Oliveira

  1. E o Nobel de Literatura vai para… (tchan tchan tchan) Antonia Futuro por seu best-seller mundial "Se meus sapatos falassem" onde conta toda sua trajetória como atriz, bailarina, jornalista, esposa, mãe, empresária da badalada casa noturna Shoe Shock, e pasmem, colaboradora da ONG Por um mundo menos sóbrio. (e a platéria vibra (tá, eu sei que não tem platéia))

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