A Saga de Célia

Olá!!!!

Desculpem o “breve” sumiço, essa semana está SUPER corrida, muito trabalho, provas na faculdade, a proximidade do casamento, ensaios pra nova peça (aguardem!) por isso, escrevi um texto rapidinho, só pra marcar presença:

“No mundo moderno tudo é muito rápido e prático. As redes sociais por exemplo, como o próprio nome diz, tem como objetivo integrar. Porém se torna uma faca de dois gumes, uma vez que se trata de uma forma completamente impessoal. Minha amiga Célia passou por isso ultimamente.
Casada durante 10 anos, Célia perdeu o “jeito” da paquera e viu na internet uma boa oportunidade de conhecer pessoas novas, pretendentes novos e interessantes. Criou contas no Orkut, no Facebook, no Twitter… Se inscreveu em sites que prometem achar a tampa da sua panela. De fato participou de alguns encontros, porém, toda vez que a coisa migrava pro mundo real, parecia não ser mais tão interessante. Aquele pretendente que ser dizia moreno e alto, de fato era moreno e alto, e desengonçado, e sem graça, e atrevido. O outro dava um banho de cultura. Sabia sobre todos os museus, história, música… Os dois ficavam até altas horas da madrugada conversando pelo MSN, porém quando finalmente se encontraram parece ter faltado assunto um vez que consultar o Google não era uma opção. Teve um que teve a coragem de copiar e colar frases de filmes célebres, para parecer mais encantador. O único pelo qual Célia se interessou parece não ter sentido o mesmo. No dia seguinte ele a bloqueou no msn, e parou de segui-la no Twitter.
Um belo dia, cansada dessas desvenças amorosas, Célia decidiu enfim sair para um bar dançante de músicas latinas com uma amiga, afim de se distrair e desabafar. Para ela, encontrar alguém na “night”  parecia tão antiquado e até um pouco perigoso, afinal muito se ouvia sobre os canalhas que andam por aí. Acontece que a amiga fumava, e como é sabido por todos, não se pode fumar em recintos fechados (nem em muitos abertos!) em São Paulo, as duas rumaram para um espaço externo reservado aos fumantes do lado de fora do bar. No espaço deviam caber apenas 15 pessoas, apertadas. Assim que entrou, Célia tropeçou e foi amparada por homem bem charmoso. Foi assim que conheceu Augusto, que também não fumava e estava ali acompanhando o amigo. Os dois conversaram a noite inteira, Augusto mostrou para Célia alguns passos de música latina, e contou a história da tequila. Ao final da noite quando já ia embora, Célia imaginou que nunca mais veria aquele homem tão incrível, quando ele:
-Gostei muito de você! O que acha de sairmos juntos um dia desses?
-Claro, eu adoraria! – Ela respondeu, ainda meio tímida.
-Então me passe seu telefone, eu te ligo amanhã!
– Escuta, você pode me mandar um email! Tem no meu blog! Estou no Twitter também! Aproveita e me adiciona no orkut! Mas, l-ligar? Que estranho!
E Célia não pode deixar se espantar com a resposta dele:
-I’m old fashion babe… Das antigas!
Célia sorriu e tentou se lembrar dessas regras. Como era mesmo? Ele deve ligar em 3 dias? Enquanto isso a amiga de Célia, que toda vez que ia fumar encontrava o amigo fumante e interessante de Augusto, não podia deixar de pensar:
-Valeu Serra!”

Conselho de Amiga?!

Se joga nos chiqueirinhos amyga! Nada que um captador de odores na hora em que você sair de lá não resolva!

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3 comentários sobre “A Saga de Célia

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