Grandes dúvidas da humanidade (ou apenas minhas)

Há um tempo, na época da Copa, estavam falando sobre o Mick Jagger ser pé frio e tal, e comentaram sobre ele no jogo do Brasil com o filho, Lucas. E aí terminaram o assunto com o seguinte:

-Tadinho, o menino estava todo triste porque o Brasil perdeu.

Quando a outra pessoa soltou a máxima:

-Triste, aham… Queria eu estar triste com o dinheiro que ele tem!

Daí comecei a pensar… Mas que negócio é esse? Rico não pode sofrer? Ficar triste? Se decepcionar? Passar por momentos difíceis? Rico não tem sentimentos? Tipo “Ah, minha mãe morreu, mas ok, eu sou bilionária! Vamos celebrar!”

Essa frase do tipo “queria eu estar sofrendo com o dinheiro que ele(a) tem” é daquelas verdades absolutas que emburrecem e mostram o quão insensíveis as pessoas realmente são. Principalmente no Brasil, a “síndrome do coitadismo” impera. Quem é vítima, quem é coitado, quem é sofriiiido, tem a compaixão das pessoas, e quem não é, não tem! Os problemas das pessoas são diferentes, as facilidades e contratempos também, mas o sentimento é o mesmo.

Isso me revolta tanto quanto me revolta quando as pessoas tem vontades masoquistas, e vontade de ver os outros sofrendo. Tanto que lembro o quanto falaram da pobre da mãe da menina Isabella, após aquela primeira entrevista ao Fantástico: “Indiferente” “Nem chorou!” “Nossa, nem parecia que ela estava sofrendo”

Gente, pelamor a pessoa está dopada, sem saber o que aconteceu, sem saber como agir, e nego querendo que a pessoa aja como aquelas mulheres no Iraque, no Afeganistão, que você vê na televisão gritando com as mãos na cabeça, correndo de um lado pro outro.

Mas voltando ao assunto, eu com a minha vida classe média, certamente não trocaria de lugar com a Athina Onassis, com os filhos do Michael Jackson ou mesmo com o Lucas Jagger, que tem a Luciana Gimenez como mãe e o Marcelo de Carvalho como padrasto (haha brincadeirinha, mas prefiro meus pais aqui, juntos, morando na mesma casa que tem só 2 filhas e tal…).

No mais, é o que dizem, “o dinheiro não traz felicidade, só ajuda a sofrer em Paris”. Sendo assim, sou mais pagar em 36 vezes e ir pra lá bem alegre!

E vocês? Também acham que é só ter dinheiro que está tudo ok?

*Imagem http://vigltd.blogspot.com

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Um comentário sobre “Grandes dúvidas da humanidade (ou apenas minhas)

  1. Prefiro ser mais pobrinha e fazer seu esquema de Paris viu…conheço gente muuuito rica faz passeio de barco,sabe lancha…só q em MONTE CARLO (num fim de semana basico) e que tem uma filha q sofre muito e nenhum dinheiro do mundo resolveu essa tristeza q mora dentro dela! O dinheiro não paga SUICIDAS!!

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