Apresentando, “Clotildes, a velha”

Bom, a Clotildes é um alter ego meu que já existe há tempos, mas só agora ganhou um nome da minha amiga Fê Belfort. Basicamente a Clotildes é o meu lado “velha dos gatos”, mala, reclamona, e chata. Algumas pessoas como minha também amiga Inah, que me conhece muito bem, sabem lidam com a Clotildes assim: “Ô, Antônia, pode parar. Tá velha chata!!!” (algumas vezes, a Inah tem que usar métodos extremos como não deixar a Clotildes sentar NEM POR UM MINUTO numa rave).

Hoje tô mega Clotildes. A Clotildes quase todos os dias tem alguma dor. Que seja no pé, na cabeça, no olho, ou “dor de cabelo”.  Já que, de vez em quando a Clotildes vai aparecer por aqui (é terapeutico) preciso contar algumas peculiaridades dela:

– Clotildes não gosta de contato físico. Nem de dar bochechada quando chega nos lugares.

– Ela tem preguiça de gente mais ou menos que não mija nem sai da moita.

– Não gosta de muvuca, muita gente encostando, muito barulho, e gente muito empolgada por nada.

– Clotildes desconfia de gente muito boazinha, e tem bode de gente prestativa demais (tipo estagiários de 18 anos que querem mostrar serviço no primeiro emprego)

– Ela odeia foto. Pedir pra ela tirar numa foto é o fim. Pedir pra ela parar o que está fazendo, pra SAIR numa foto é pior ainda.

– Clotildes odeia yoga, hippie, pessoas que buscam o equilíbrio e meditam.

– Ela também odeia mágica.

– Obviamente, a velha fuma e ODEIA quando falam para ela parar de fumar ou começam a dar palestras sobre os malefícios do cigarro. Ela também prefere dar um cigarro a dividir o seu com alguém. E quando falar pra Clotildes que o cigarro mata ela pensa “Graças a Deus”.

– Apesar de sua formação, lááááá atrás, quando Cacilda Becker também atuava, Clotildes tem uma preguiça imensa de pessoas de teatro. Artistas de cachecol, boina e crocs.

– Não espere que Clotildes vá insistir para você fazer alguma coisa ou ir em algum lugar. Ela não vai. Quer ir vai, não quer, problema seu.

– Clotildes é mainstream. Porque como diz o Orkut, ser mainstream é o novo underground já que hoje em dia, todo mundo é underground.

– Pra finalizar, a velha acha que está tudo errado do jeito que está, que as pessoas estão todas malucas, dopadas, e não tem qualidade de vida nenhuma.

De qualquer forma não se assustem. É fácil amansar a velha. Um abraço inesperado, um elogio, o rir da chatice dela, há tornam mais simpática. Se nada disso der certo, vodka com energético é um antídoto certo. Mas beba com ela e nem penseem dizer que não vai beber porque “está tomando remédio”.

É isso!

Anúncios

2 comentários sobre “Apresentando, “Clotildes, a velha”

  1. So faltou comentar o mais importante e caracteristico, a cara blasé que Clotildes faz quando tá no auge do seu bom humor e alguém a perturba. Vizualizo Clotildes com o cigarro numa mão, o braço meio cruzado segurando o outro, as sobrancelhas arquedas e a total cara de desinteresse que diz tudo, “não enche meu saco!” Hahahha

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s