O que a gravidez me ensinou até agora

Bom, eu ainda não sou mãe, no sentido prático da palavra. Eu também ainda nem terminei a gestação: estou, pelo que dizem, na pior parte que é o final. Mas posso dizer que em 7 meses já aprendi muito e um dos primeiros princípios da maternidade já está LATENTE. O princípio? Descarte todos os seus “achismos” e convicções porque há grandes chances derem irem por água abaixo ainda durante a gestação.

Nossa, teve tanta coisa que eu gritei aos quatro cantos e que viraram lenda por opção própria. Seguem algumas cuspidas pra cima que caíram (e continuam caindo) na testa:

1. “Imagina, não vou fazer book gestante, tirar fotos de top ou fazer que nem aquelas pessoas que falam e postam coisas na internet como se fosse o bebê falando, affffff, ridículo.”

Tá, não fiz book gestante e ainda não tirei foto de top, mas já tirei de biquíni e toda oportunidade que tenho, eu tiro fotos. E sim, eu posto coisas como se fosse o meu filho falando tipo “Mamãe ta dançando pela sala!” ou “Olha que presente lindo eu ganhei dos meus tios”. Ou seja, você fica mais ridículo mesmo. Abrace a ideia para não se arrepender depois.

2. “Morro de medo de ter manchas ou estrias. E o umbigo? Já pensou se ‘pula’ pra fora?”

Sim, você se cuida, passa protetor e hidratante e até realmente deseja não ter nenhuma das mudanças físicas desagradáveis que a gravidez pode trazer. A notícia boa é que essas preocupações são totalmente substituíveis. A ruim, é que são substituídas cada vez mais por preocupações mais sérias. Quando cai a ficha que você está grávida (não sei dizer quando isso acontece) as suas preocupações passam a ser com o bem estar do seu filho e dane-se se seu cabelo esta caindo ou você tem gases. O que importa é o bem estar DELE.

3. “Acho péssimo aquelas grávidas que agem como se a barriga fosse domínio público”.

Eu odeio contato físico, sério. Mas quero mais que passem a mão na minha barriga. Principalmente os amigos. Esse sentimento ficou mais latente depois que de fato comecei a ter barriga, porque antes a pessoa só encosta na sua banha e você fica um pouco constrangida mesmo. E no começo me preocupava se ela ia crescer muito e morria de medo que falassem do TAMANHO da minha barriga. Agora to cagando. Como dizem, substituindo a palavra pa* por barriga, quero mais que minha barriga cresça.

4. “Não quero ler nada e nem saber se nada, acho que tem que ser um processo natural e qualquer coisa falo com a minha médica.”

Fato, em tempos de Google todo cuidado é pouco. Me deram uma boa dica que eu sigo: escolha 1 livro para ler e se gostar, fique apenas nesse. Sim, estou lendo apenas 1 livro (mas já tenho outro com ótimas recomendações na cabeceira) e tento não acessar o aplicativo da gravidez todos os dias. E tenho apenas 1 aplicativo. (tá vai, não entro todos os dias mas quando entro vejo todos os dias que passaram…)

5. “Gente, pra que isso?”

A natureza é sábia. Muito mais do que você realiza antes de engravidar. Pra mim, tudo tem motivo. O sono do primeiro trimestre tem a explicação fisiológica mas principalmente, ajuda a passar o tempo e amenizar aquela ansiedade inicial. Se não existisse o SONO INCONTROLÁVEL talvez você nem dormisse de tanta ansiedade. A fome e a disposição do segundo semestre te ajudam a perceber que SIM, seu corpo esta mudando e que você tem muito a fazer. O sono conturbado e a falta de posição para dormir no último trimestre já vão te acostumando para o sono picado de depois que o bebê nascer e a ansiedade do tempo que não passa te ensinam a maior virtude da maternidade: a paciência!

6. “Sou muito moderna e pra frentex!” – Não deve acontecer com todo mundo mas comigo é aquele lema “ a vida é um eterno cala boca”. Se antes você nem pensava sobre o meio ambiente, passa a se preocupar com a falta de água no mundo. Se você achava que um baseadinho não faz mal pra ninguém, fica imaginando seu filho fumando maconha e te contando e já pensa no mar de coisas que podem acontecer com ele. Se nunca aconteceu nada com você bebendo e dirigindo, pensa se fosse o seu filho no carro de um motorista bêbado ou se ele mesmo será o motorista bêbado. Se você fumava e nem pensava em parar, pensa nos anos que pode ter perdido ou que isso pode te dar uma doença que vai fazer você e seu filho sofrerem. Enfim, quando você vai ter um filho, passa a ter medo de morrer.

Enfim, ainda estou aprendendo e por fim a última coisa que já aprendi foi a não especular como ele vai ser ou como vou agir em determinadas situações. Claro que tenho ideias e princípios, mas sei que vou aprender com ele tanto quanto tenho a ensinar. 

Imagem

Anúncios

Um comentário sobre “O que a gravidez me ensinou até agora

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s