Sobre o primeiro mês com o bebê

Em primeiro lugar preciso pedir desculpas pelo meu sumiço! No dia 7 de novembro meu caçula Bruno veio ao mundo e tendo um filho de 2 anos e meio para cuidar, podem imaginar como as coisas ficaram atribuladas por aqui, mesmo com toda ajuda. Mas, vamos tentar voltar aos poucos?

Como já disse, primeiro mês com bebê novo em casa pode ser atribulado.Uma nova pessoa na casa, a mãe em recuperação independente do tipo do parto, noites em claro, hormônios em ebulição. Você provavelmente já sabe sobre a privação do sono, os horários malucos, o banho corrido, as roupas sujas de leite e o cabelo preso de qualquer jeito. Caso seja o seu primeiro filho, posso adiantar algumas coisas que você provavelmente vai passar ou podem acontecer nesse primeiro mês:

1. Você vai sentir sono. Muito sono.

Não é exagero. A vida a cada 3 horas (com sorte!) realmente é cansativa. Na primeira semana ainda há alguma disposição, na segunda ela começar a sumir e daí por diante não há creme que dê jeito nas suas olheiras. A notícia boa é: passa. Não sei afirmar em quando tempo, mas passa!

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2. Amamentar dá trabalho

Todo mundo diz que amamentar não é fácil e não é mesmo. Eu tive a sorte de não ter problemas com meus dois filhos, ainda assim há a dor inicial, a dificuldade do bebê que não sabe bem o que fazer e consequentemente a sua dúvida sobre estar fazendo certo. Além do pediatra, há inúmeros grupos nas redes sociais que ajudam durante essa fase difícil (Mamare, GVA, Amigas do Peito são alguns deles). Alguns planos de saúde e maternidades também oferecem auxílio como parte de seu pacote de serviços. Conte com toda ajuda que puder, se precisar!

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3. Nóia com peso

O seu e do bebê! Você vai ter vontade de pesar seu bebê todos os dias para confirmar que está mamando bem e ganhando peso. Cada ida ao pediatra é uma ansiedade sem fim, como uma preparação para o ENEM ou um teste importante que você TEM que ir bem. E se você vai bem, a nóia só dá folga por alguns dias e depois volta com força total até a próxima consulta.  Ao mesmo tempo talvez você não volte a forma tão rápido quanto imaginou (natural, afinal você está no primeiro de recuperação) e também comece a se preocupar com seu peso.

4. O pai perdido

Claro que há exceções, mas é possível que o pai da criança fique um tanto quanto confuso procurando seu lugar ao sol em meio a essa nova configuração de família. Pode ser que ele se torne invisível, nervoso ou tão colaborativo a ponto de irritar. Algumas brigas podem surgir, afinal os dois estão cansados e quase sempre sem saber o que fazer. Isso também PASSA.

5. Choro sem motivo

Novamente: o SEU e do bebê. Se você já leu um pouco sobre o período pós-parto, sabe que existe o chamado “baby blues” em que a mãe pode ter momentos melancólicos, com choro sem motivo e emoções à flor da pele. É normal, acontece também por conta da brusca queda hormonal após a gravidez e deve passar. Claro, é bom sempre informar o médico sobre as mudanças que estão ocorrendo. Sobre o choro do bebê, é normal ficar nervosa. De repente tem um ser humano ali que CHORA. Sua única forma de comunicação é essa e obviamente você pode se desesperar em alguns momentos quando isso acontece.

6. O pediatra, seu melhor amigo

Quando meu primeiro filho nasceu eu ainda não conhecia a pediatra que havia marcado a consulta (apesar de bem indicada), ou seja, menos de sete dias depois do parto eu lembro de ligar pedindo para adiantar a consulta porque meu filho havia regurgitado pelo nariz 2 vezes naquele dia. Ela me ligou e me tranquilizou, mas eu sei (e ela também) quantos whatsapps e ligações foram naquele primeiro mês!

7. Cólicas, cocô e arroto

Sua vida passa a ser uma série de comemorações em torno de eventos escatológicos. “Fez cocô!!! Graças a Deus saiu o cocô!!!” ou “Viva, arrotou! Posso colocar no berço e voltar a dormir!”

8. Todas as nóias do mundo

“Está respirando?” “Será que deito de lado ou de costas?” “Cadê o álcool gel?” “Será que está com frio ou é calor?” “MEU DEUS DO CÉU O QUE  É MORTE SÚBITA?” “Será que é cólica?” “Devo colocar ele no sol?”.

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9. Solidão

Mesmo com todas as visitas do mundo ou com toda a ajuda possível, é normal sentir uma espécie de solidão. As madrugadas são longas e boa parte do tempo você passa com um ser que não interage. Acima de tudo, a solidão faz parte de um processo que você tem que passar, vejam só, sozinha! É uma nova pessoa que está surgindo, a pessoa “mãe”, e por isso você experimenta sentimentos bons e ruins que nem sempre sabe externar. Acredite: todas passam por isso e eu acho que é aí que nasce o instinto materno, na solidão.

 

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