Gravidez e puerpério do segundo filho

Quando eu tive meu primeiro filho, eu costumava dizer que queria ter o segundo para poder “aproveitar” a gravidez. Curtir a chegada daquele serzinho sem tantas inseguranças, nóias e lidando com o desconhecido o tempo todo. É fato que a gente passa pela segunda gravidez um pouco mais tranquila – gente já sabe que é normal ter uma cólica de vez em quando e não surta a cada “sintoma” novo que aparece – mas a insegurança e as nóias estão lá o tempo todo. 

“Será que vou dar conta?” “Será que vou amá-lo tanto quanto amo o primeiro?” “Será que o mais velho vai sofrer?”. Será, será, será… 

O que você precisa saber é que amor não divide, soma. É claro que você não vai descobrir novamente aquele sentimento que nos inunda quando nos tornamos mães pela primeira vez, mas você vai sim descobrir um novo sentimento que é ver seu primeiro filho ser irmão. E isso é lindo. Agora, apenas 6 meses depois, eu tenho quase certeza que meu mais velho não se lembra como é a vida sem o irmão. Quase que eu não lembro como era a vida sem meu caçula. Você acha que não cabe mais amor na sua vida? Cabe, acredite! Não existe medida para coração de mãe, é fato. 

E o puerpério? Achei que soubesse tudo sobre essa melancolia pós-parto. Pensava que teria poderes para controlá-lo depois que o segundo filho nasceu. Te digo: é algo físico e por isso não temos como controlar.

Eu achava que estava sendo uma péssima mãe para o mais velho. Chorava se no meio na rotina do bebê recém-nascido, o mais velho acabava pegando no sono no sofá. “Nem pude colocá-lo para dormir!”. Meu coração se partia em mil pedacinhos toda vez que ele dizia “tchau mamãe” e ia passear com alguém sem a minha presença, pois eu tinha que ficar em casa com o bebê. Me “culpava” por não poder dar banho nele porque estava me recuperando. Voltei a dirigir antes de ser liberada pela médica para poder pelo menos levá-lo na escola. Sofri mais que ele, que estava crescendo e descobrindo um novo mundo. E lembrando que o “baby blues” PASSA. Como veio, vai embora. 

Novamente, é uma “reestruturação” familiar em que, aos poucos, cada um vai encontrando seu lugar, criando vínculos e laços. Depois do segundo filho, passei a admirar muito mais meu marido como pai e sem palavras para descrever meu mais velho como irmão. Claro que existem dias difíceis, afinal é uma FAMÍLIA! 
A verdade é que da mesma forma que tudo ficou bem da primeira vez, vai ficar da segunda (não posso falar sobre a terceira e as demais pois não passei por elas, 😉 ) 

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