Quando ser mãe não basta 

Eu amo ser mãe. Tenho um blog sobre isso. Nunca, nenhuma experiência foi tão transformadora e gratificante quanto a maternidade. Dito isso, confesso que não dá para viver tudo plenamente o tempo inteiro. 

Ando numa fase que a maternidade não está suficiente. Uma fase que, às vezes, eu queria poder deixar de ser mãe só um pouquinho. Poder trabalhar até 11 da noite. Poder ir ao banheiro sem acompanhante ou sem alguém batendo na porta o tempo inteiro. Um tempo sem choro de criança. Ser mãe é se doar em tempo integral e estou numa fase egoísta querendo guardar um pouco de mim pra mim! Sem doar tanto o tempo inteiro. Comer doce na sala assistindo um filme. Levantar da cama quando eu decido. Falar palavrão em alto e bom tom. 

Nesse caso, eu acho que o único jeito é agir como agimos quando estamos de ressaca no trabalho. Empurrar com a barriga, mandar um e-mail aqui, fazer uma ligação acolá, tentar disfarçar para que não percebam que você não está rendendo 100% e esperar o dia chegar no fim para descansar.

É, não dá para viver tudo plenamente o tempo inteiro. E é como li por aí: no fim do dia não somos “Super Mulheres”, somos apenas humanas com acúmulo de funções. 

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