Como é mesmo? Desculpe o transtorno? 

Nos últimos dias muito se falou sobre querer um amor assim ou assado. Se foi publi, se não foi publi. Se foi golpe, se não foi golpe. Se é Rafinha ou Duvivier. Também quero surfar essa onda porque há tempos quero escrever um texto sobre o amor tranquilo. 

Tenho amigas, já maduras, que começaram novos relacionamentos recentemente. “Ah, estou levando um dia de cada vez”, “Ah, é legal, mas não estou assim enlouquecida por ele sabe, estou tentando me acostumar”. “Ah, passei muito tempo sozinha, não sei se isso está me atrapalhando”. Pois vou te contar uma coisa: o amor só é enlouquecedor em música, filme ou quando não pode ser vivido. 

O amor de verdade, aquele que você vive, não te enlouquece, ele te acalma. No amor de verdade não há ciúmes incontrolável porque simplesmente não existe a possibilidade da pessoa não estar ali. O amor de verdade não é avassalador, é constante. 

Quando conheci meu marido, confesso que não senti uma paixão avassaladora de adolescente (até porque eu não era adolescente), mas fomos saindo, vivendo, deixando levar e quando percebi, não conseguia mais viver sem ele. Era divertido estar com ele. Era essencial. É essencial. Às vezes eu me sinto tão “nós” que penso “e se não for para sempre assim?” E então me acalmo pensando que não há amor pela metade. Só há amor inteiro. 

Quando você está há algum tempo com alguém, existem momentos incríveis e inesquecíveis e momentos normais. É preciso saber viver os momentos normais como o que são, momentos normais, e não crises. Um relacionamento não precisa ser feliz e incrível o tempo inteiro e nem tudo precisa ser discutido. Às vezes é só esperar passar. 

Em 7 anos de casamento é claro que já passamos por crises, mas quer um sinal que seu relacionamento não acabou? Vocês fazem mais coisas juntos que separados. Às vezes você não quer olhar na cara da pessoa mas estão ali, no aniversário da tia avó. Quando acaba, minha gente, não há evento familiar que mova, porque simplesmente não há interesse na vida do outro, e se não há interesse em estar junto, não há amor. 

No mais, chega uma hora que você já viveu grandes paixões, grandes tesões, grandes emoções e só quer, no fim do dia, alguém para ficar em silêncio assistindo novela com você. 

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