“Era Uma Era”- Um espetáculo infantil sobre o mundo digital

Facebook, Instagram, Blog, Snapchat, Waze, Twitter, Linkedin… As redes sociais existem, o mundo digital tem um peso enorme no nosso dia a dia e é inevitável não falar sobre ele. Mais inevitável é que nossos filhos tenham contato com esse mundo. Mesmo pequenos, eles estão nas nossas fotos, nos nossos posts, no nosso blog! Mas vez ou outra surge algo ou alguém que nos faz pensar sobre a memória, sobre o ser efêmero. Você pode ter 500 fotos do seu filho no Instagram, mas quantas fotos dele impressas você tem? Aqui, as fotos impressas não completariam UM álbum de 30 páginas.

Nós, os pais, ainda temos uma conexão com o passado, com o offline, com o papel, com palpável. Mas e os pequenos? Não acho que proibir o contato com o digital seja uma opção, mas talvez apresentar outras opções além do mundo virtual. Por exemplo, ao invés de um canal no You Tube, que tal levar ao teatro? Ao invés de proibir o celular ou tablet no teatro, que tal INTEGRAR esses elementos na peça? Essa é a ideia do espetáculo “Era uma Era” da Cia. Mungunzá (conhecida entre os adultos pelo premiado “Luis Antonio Gabriela”).

Na peça, Barba Rala, rei de um Reino Ainda Sem Nome, deseja a todo custo entrar para a história e poder dar um nome ao seu Reino. A única forma que um Reino tem de ser reconhecido e entrar para a história, é completando 100 páginas no Grande Livro de Autos. O Reino cresce e tudo vai sendo registrado. Até que um dia, após um incêndio, o livro é destruído e os habitantes tem que recomeçar sua vida do zero. No entanto os tempos são outros e agora a Era vigente é a Era da Tecnologia. A peça se repete novamente, mas completamente contextualizada no caos da era digital. Novamente o Reino cresce e vai se preenchendo de memórias e registros e selfies até entrar em colapso novamente.

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O espetáculo foi inspirado no livro O Decreto da Alegria, de Rubem Alves e a dramaturgia foi sendo construída em conjunto com o grupo e a direção. “Queríamos trazer as fábulas para atualidade e fazer uma história com elementos que falassem ao menino de 5 anos até um idoso de 80. A tecnologia é, sem dúvida alguma, um tema que atinge a todos. Você que escolhe a forma de se relacionar com ela e a partir dela. Se ela separa ou une depende de nossa forma de lidar com isso, mas é inquestionável ”, explica a diretora Veronica Gentilin.

“Era uma Era” estreia amanha, 3 de fevereiro, no Espaço Caixa Cultural na Praça da Sé, 111. É grátis (basta retirar os ingressos com antecedência no dia da apresentação) e vai até o dia 19.

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