Os livros sobre como educar nossos filhos

O pensamento das mulheres pode variar do literal a viagem mais distante e nada a ver em questão de segundos, característica que parece ficar ainda mais acentuada na gravidez e no período seguinte, quando nos tornamos mães. Tal condição acaba sufocando aquilo que dizemos ter de mais valioso: a intuição feminina.

Frequentemente escuto de amigas, quando não sou eu mesma que digo, a frase “eu li em tal livro que…”, nos referindo a algum dos inúmeros best-sellers direcionados a gravidez, maternidade e criação de filhos. Acho toda essa informação, inclusive os blogs e demais ideias que trocamos na internet muito válidas, desde que não ocupem um espaço maior que devem ocupar em nossas casas.

Um exemplo: lembro quando meu primeiro filho “despertou” para o mundo, deixou de ser o “bebê soninho” (como disse uma amiga), queria “ver a vida” e eu fiquei dias e dias sem saber o que era dormir mais que 2 horas seguidas. Aí, eu que já não estava boa do juízo, fiquei que nem barata tonta tentando “resolver” o problema. Aí mora o perigo. Por exemplo: você lê um livro que diz que o ideal é deixar o bebê chorando até dormir, outro diz que você deve pegar, acalmar e colocar novamente no berço, um terceiro defende o leito compartilhado, enquanto seu pediatra diz que é isso aí mesmo e uma conhecida conta que não pode te ajudar porque o bebê dela é um santo que dorme, sei lá, 12 horas por noite e não dá trabalho nenhum. Pronto. Confusão formada.

Aí, depois de muita confusão, consegui parar, respirar fundo e resolver do melhor jeito: o meu.

Como disse acima, livros e blogs são interessantes, mas muitas vezes não damos atenção ao que está escrito nas entrelinhas. Cada bebê é um bebê, fases existem e desde cedo te dão uma incrível lição sobre a maternidade: aprenda a lidar com o imprevisível e descubra o que funciona para a sua família. Eu li dois livros bem famosos: “Os segredos da Encantadora de Bebês” e o “Crianças Francesas não fazem manha” e num momento de desespero acabei comprando o “A Encantadora de Bebês resolve todos os seus problemas”. Resolvi guardar para mim apenas as dicas que cabem no meu cotidiano.

Uma rotina como a da Encantadora, em que o bebê acorda as 7h da manhã e dorme as 7h da noite, para mim não é interessante, pois assim ele mal conviveria com o pai e tentar fazer um bebê tirar uma soneca sem ele querer tirar uma soneca, só porque está escrito no livro que é a hora, pode ser realmente cansativo (eu tentei!). Também não moro na França e tampouco consigo ter o distanciamento das mães européias.

No fim, acredito que nos prendemos aos livros com o mesmo objetivo que temos ao adquirir coisas em excesso antes mesmo do bebê nascer: estarmos preparados. Sim, ajuda ter noção das coisas, ler dicas, tentar imaginar como será e como você vai reagir, mas a verdade é que nunca estamos 100% preparados e não há nada de errado com isso. Certamente você vai fazer o seu melhor em cada situação, e quando estiver cansado demais para fazer o melhor, também não tem problema. Colocar seu bebê para dormir com você uma noite porque você não aguenta mais levantar, não vai fazer de você uma mãe horrível com um filho problemático.

A fase do meu filho passou, ele mudou os hábitos de sono e dorme mais a noite e menos de dia, sem eu ter que fazer nenhum esforço para isso. Aprendi a lidar com ele mais acordado durante o dia. Criamos a nossa rotina sem que ninguém tivesse que dizer como está certo ou errado: ela simplesmente funciona para nós. Por enquanto!

 

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