Carta para os meus filhos

Originalmente escrevi essa carta para o primogênito Luiz Gustavo, mas agora a situação me fez reeditá-la para atender também o meu caçula Bruno. No momento, Luiz Gustavo de dois anos e quase meio dorme na minha cama e deve acordar daqui a pouco cheio de disposição mesmo que sejam 11 da noite. Bruno está na minha barriga e eu sofro com a ansiedade das últimas semanas.

Sendo uma carta de cunho pessoal, eu deveria escrevê-la apenas para vocês. Mas aí entra a minha vaidade de atriz e jornalista, mais o fato que acredito que se eu esquecer, ou vocês esquecerem, alguém há de nos lembrar dessa carta. Queria dar algumas dicas sobre o que aprendi até hoje. Dicas e não sábios conselhos, pois acabo de passar dos 30 e portanto não tenho como ser sábia. Poderia dizer “viaje, ame, ganhe dinheiro, perca dinheiro, erre” blá blá blá, mas isso, qualquer lista publicada em rede social (ainda existe isso?) vai te dizer. Por isso, quero te dizer o seguinte:

1. Um dia algo vai ser culpa minha. Fico imaginando o dia que você vão dizer para alguém que “sou assim por causa da minha mãe”. Talvez o Livro do Bebê do Guga seja mais completo que o do Bruno, apenas por uma questão de tempo ocioso que não existirá mais quando o segundo nascer. São apenas exemplos… O meu ponto é: não vou me desculpar pela sua insatisfação das minhas escolhas com o seu pai. Se as fizemos é porque acreditávamos que você seria melhor que nós ou pelo menos diferente.

2. Você vai ouvir muito por aí a frase “Nunca deixe que te digam que você não é capaz” e variações. Pois eu digo: nunca deixe que te digam que são perfeitos, porque não são. Ninguém é. E seria uma chatice sem fim se fossem. A graça da vida é ter conflitos, questionar, falhar e acertar. Mas saiba quando superar seus traumas, medos e culpas. Não os carregue por toda vida, não vale a pena. Substitua por outros, novos. Novos traumas, novos medos.

3. O mesmo serve para sonhos. Tenha todos do mundo: pequenos, grandes, materiais, espirituais e saiba que até sonhos tem limites e podem ser substituídos sem que aquilo represente uma falha.

4. Às vezes damos valor demais, importância demais para atitudes e situações que não devem tomar toda a nossa energia. É normal ter um chefe que pega no pé, mas saiba que isso não deve ser definitivo e nem tomar todo espaço da sua vida. Os seus relacionamentos não precisam ser incríveis o tempo inteiro, pode ter altos e baixos sem que isso te consuma.

5. Não conte um segredo se é segredo. As pessoas tem mania de ficar possessas quando espalham um segredo seu, mas oras, você foi o primeiro a não segurar a boca. Ao compartilhar um segredo saiba que está se dando de presente um teto de vidro.

6. Seja comprometido. Não há nada mais chato que alguém descomprometido ou que se propõe a fazer algo e não faz. Seja responsável pelas suas conquistas e escolhas. E desmarque o dentista com antecedência caso não vá à consulta. O mesmo serve para outros profissionais liberais.

7. Não seja um escroto. Isso mesmo. Ia falar “trate bem as mulheres” mas a realidade é que você deve tratar bem todo mundo, desde que te tratem bem. Uma vez minha mãe me ensinou “tenha preconceito com gente mal educada”. Os outros preconceitos simplesmente não levam a lugar nenhum.

8. Dê tempo ao tempo. Acredite que as coisas acontecem quando têm que acontecer, mas é claro, se é algo que você quer, deve contribuir para isso.

9. Não dê tanto valor a ressaca moral. Geralmente todos os outros estavam tão bêbados quanto você e no fim, sempre tem alguém pior ainda.

10. Desconfiem, mas não o tempo inteiro. Algumas pessoas merecem um voto de confiança. Acredite que pessoas podem surpreender.

11. Não seja óbvio mas também não precisa ser diferente o tempo todo. Cansa e enche o saco.

12. Pessoas morrem e pessoas nascem e nunca estamos preparados para nenhuma delas. Passamos a vida tentando conseguir lidar com a morte. Acredite em rituais. Um velório é um ritual e faz parte da passagem de despedida. Não tenha aquele negócio de não querer ver alguém no caixão porque não quer ter aquela imagem da pessoa na sua memória. A imagem de alguém no caixão não anula todas as memórias boas, apenas te faz entender que acabou.

13. Diversão vicia. Cuidado com isso.

14. Saiba diferenciar problemas de contratempos. Ter que lidar com uma condição irreversível é um problema. Uma doença séria, por exemplo. Ser demitido é um contratempo. Amar e não ser amado é um problema. Tomar um pé na bunda é um contratempo.

15. Respeite seu irmão. Ame seu irmão. Sejam cúmplices, divirtam-se, quebrem barreiras, não tenham segredos. Defendam-se. Vocês não são irmãos por acaso. Vou contar uma breve história: os bisavós de vocês, Carmem e Roberto, viveram um dos amores mais lindos e fortes que eu conheço. Guga nasceu no mesmo dia do meu avô Roberto. Ao engravidar do Bruno, a previsão da data de nascimento era o mesmo do aniversário da minha avó Carmem. Ainda que não seja de fato o dia do nascimento do Bruno, ainda que eu não acredite piamente em reencarnação, se trata de uma coincidência interessante. Não existe orgulho próprio quando falamos em irmão.

Amo vocês. Sejam felizes, sejam completos.

Beijos e abraços,

Mamãe.

(Dedico para todas as mães e pais que desejam plenitude aos seus filhos. Fiquem à vontade para fazer das minhas palavras, as suas)

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A primeira impressão é a que fica?

Quanto pesa uma primeira impressão? Uma primeira conversa? Um único encontro? Um post numa rede social? Quão surpreendente deve ser alguém para ser BOM o suficiente para se encaixar na sua vida? A era do imediatismo está tão presente que, se aquilo que você enxerga naquele momento não se apresenta como algo que se encaixe na sua vida, você logo descarta sem nem saber se há algo ali que serve para você.

Não há mais chance para se descobrir, para investigar relações, para aprofundar. Não há paciência.

Eu gosto de me surpreender positivamente com as pessoas. Há tempos percebi que ganho muito mais quando a primeira impressão NÃO é a que fica. Se eu tivesse me deixado levar por primeiras conversas, primeiros impactos, primeiras discordâncias, não teria as melhores amigas que tenho hoje. Ao invés de pensar “essa pessoa é muito diferente de mim”, é muito mais desafiador e interessante tentar entender as diferenças, por que ela pensa assim, por que ela é assim. É também uma chance para o autoconhecimento “por que não concordo com ela, por que não gostei dela, o que há em MIM que destoa tanto do outro?”

Se você abraça causas mas é incapaz de ouvir o que aqueles que não compartilham das mesmas ideias têm a dizer, então você não terá material para argumentar. É como abrir um estádio, enchê-lo com uma torcida, colocar um time de futebol para jogar e não ter rival. Ficam todos lá gritando odes ao time, mas não tem jogo, não tem vitória, não tem perdedor, não tem emoção, não tem EVOLUÇÃO.

Agregar pessoas é um dom. Saber explorar universos diferentes é aprendizado. Sair da sua zona de conforto é crescimento.

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*BÔNUS TRACK*

Eu não busco essa aprendizagem de “olhar além” do nada. Eu sou treinada para “olhar além” desde que nasci.

Eu gostaria muito que vocês conhecessem a minha mãe porque ela é a prova fulgás que nada é o que “parece”. Imaginem uma dona de casa na casa dos seus 60 anos, formada em pedagogia mas que deixou a profissão para cuidar da família. Ela não tem botox, nem roupas extravagantes, nem mestrado ou pós doutorado. Atualmente ela cuida dos netos e da casa. Sabe cozinhar apesar de não gostar muito. Ela gosta de GNT. As escolhas não fizeram dela menos mulher, menos pensante, menos atuante. Ela não deixa nada a desejar a uma alta executiva, uma presidente, uma diretora de ONG. Ela tem percepções de vida (e não de MÃE, veja bem) que me fazem refletir muito mais que livros de grandes autores. Ela é mais feminista que muita ativista de rede social. E não vejo assim porque sou filha: pergunte a QUALQUER um que tenha tido algum contato com ela. Ela sempre deixa todos boquiabertos, principalmente porque não esperam aquilo da dona de casa, da mãe, da avó.

E isso ela também aprendeu com a minha avó. Novamente, minha avó não era “pra frentex”, não liderou movimentos, não trabalhou fora. Minha avó sabia ler pessoas, sabia olhar além, sabia prestar atenção nas pessoas e buscava se surpreender positivamente mesmo que tudo apontasse para a direção contrária. Você poderia colocar minha avó numa comunidade ribeirinha em 1920 ou num jantar de fashionistas durante a Paris Fashion Week de 2015 e ela saberia o que dizer, o que fazer e certamente escutariam o que ela tinha a dizer.

A minha avó paterna também era o que podemos chamar de matriarca. Com opiniões sempre consideradas, com voz ativa, com conhecimento, com humor a frente do seu tempo.

Venho de uma família de figuras femininas muito fortes e elas me ensinaram que inteligência vai muito além de saber a obra completa de Kant e emponderamento feminino vai muito além de cargos de CEO.

Contos gravídicos: O pequeno homem com uma grande boca suja

A grávida bem grávida chega na garagem do seu prédio após um cansativo dia de trabalho. Dá um tchauzinho para o porteiro. Estaciona de forma que não atrapalhe o vizinho. Retira suas compras orgânicas do carro na sacola retornável que têm como uma imagem mãos saindo de uma fonte e uma mensagem ecológica sobre a importância da água.

Fora, um homem baixinho de cabelos lisos e cavanhaque xinga incessantemente enquanto analisa o Corolla perolado. “Caralho, puta que pariu, meu carro, amassou, essa merda dessa tampa”, enquanto mescla movimentos que vão do bater na coxa enquanto anda até bater os pézinhos enquanto está parado tentando usar o celular.

Ele chama o porteiro, conhecido por ser extremamente educado e gente fina.

“Essa merda estava aberta, olha aí, amassou meu carro!”, enquanto segue ao telefone “Fulano, chama a mamãe. Chama a mamãe, caralho!”. E segue a saga de xingamentos.

A grávida, que ao receber a notícia afirmativa da gestação automaticamente passa a lutar por um mundo melhor para seus filhos (e isso acontece com TODAS as grávidas) olha feio enquanto aguarda o elevador. Ela não se aguenta:

“Eu não sei o que aconteceu com o senhor, mas esse tanto de palavrão certamente não vai resolver. O Vagner aqui também certamente não entendeu essa retórica e por isso não consegue ajudar”

“Você acha certo, filhos da puta, e o negócio aqui aberto e não tem sinalização, filhos da mãe, desgraçados, amassou meu carro. Alô, alô, chama a mamãe porra!”

“Eu não acho certo o Vagner e eu termos que ouvir sua poesia de rosas porque o senhor bateu seu carro ou o que quer que seja. E agora vou embora que meu elevador chegou. Passar bem”

Ora, e um marmanjo daquele chamando a mamãe pra quê? Para brigar com o porteiro enquanto ele bate o pézinho? Se sou a “mamãe” já desço com o chinelo na mão para aprender a não dar piti porque quebrou o carrinho. E depois lavo a boca bem lavada com Pinho Sol e faço recitar Camões 30 vezes para aprender a fazer poesia. E tenho dito!

5 tipos de homens que as mulheres fantasiam mas que são ciladas

[ATENÇÃO]

O post abaixo está nos moldes Consejo de Amiga “old school”: crítico, jocoso, talvez ofensivo, passível de torcidas de nariz do mundo politicamente correto. Se você é radicalmente contra o bullying, não leia.

Mulheres gostam de fantasiar, isso é fato. Depois de muitos anos de evolução, percebemos que o Príncipe Encantado pode ser um pé no saco, mas ainda assim continuamos fantasiando com tipos que parecem “perfeitos”. Estou aqui para te mostrar, cara amiga, que tudo não passa de uma farsa e você está se enganando. Quer ver?

O músico

Ele tem uma banda, é sexy, descolado e adora música. Ele é uma capa da Rolling Stone ambulante. Entre tantas groupies enlouquecidas ele escolheu você, que delícia né? Ledo engano. O músico gosta mais da guitarra dele que de você. Se for baterista, pior ainda. Você não aguenta mais ir ao cinema com aquela pessoa batucando na perna o tempo inteiro. Ele batuca na mesa, no bar, na sua cabeça, na cama. Ele tem rompantes criativos e acende a luz na sua cara às 3h da manhã. A composição é uma merda. Pior: ele tem show durante a semana e você acorda cedo para trabalhar no seu emprego normal. Ele tem ensaios com a banda. Ele aceita as investidas da fã de ocasião porque afinal ele é um espírito livre ainda que você seja única. Você quer assistir a novela e ele insiste em assistir aquele documentário que está passando no canal BIS. Volta e meia ele está sem dinheiro e a conta sobra toda para você. Volta e meia, meia volta… Sempre.

Variações do músico:

O cara da rodinha de violão: uma vez é legal, mas depois você não aguenta mais ouvir as mesmas músicas, entre elas, Faroeste Caboclo. No terceiro encontro com esse cara, você quer quebrar o violão na cabeça dele, queimar e pedir pra que Renato Russo leve a alma dele para onde quer que seja e leve junto o Bob Marley e o Raul Seixas (quer me ver queimar por dentro e me virar do avesso, é só tocar a introdução de Redemption Song).

O DJ: pior que o músico. Toca em balada e fica com um fone no ouvido o tempo inteiro.

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O Christian Grey / Alex de Verdades Secretas

Ele é rico, bonito, sexy, enigmático, se veste bem, tem pegada. Bom, sem considerar que exemplos citados são sociopatas, criminosos e bandidos que batem em mulher e assediam menores de idade, esse tipo deve ser bem chato. O cara não ri! Não tem uma história interessante e não tem o menor interesse nas suas histórias, porque afinal para ele só interessa a estética e o sexo. Você quer um dia comer arroz com ovo e não pode, porque o Raj Grey só degusta da alta gastronomia. Você quer ficar de boa tomando um Sangue de Boi porque é docinho e não pode, porque o Raj Grey só toma de Don Melchor para cima. Puxado hein?

Variações do Raj Grey: o metrossexual. Ele gasta mais em tratamentos estéticos, capilares e roupas que você. Ponto.

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O tipo “500 dias com ela”

Ele é fofo, não é bonito nem feio mas tem lá seu charme, é romântico e só tem olhos para você! Ele grava uma fita K7 (sim, K7) com as músicas que o fazem lembrar de você e coloca no aparelho de som na porta da sua casa. Te leva para passeios que você nunca tinha feito antes em lugares descolados da cidade, não faz questão de esconder o que sente por você na frente dos amigos dele. Aliás, os amigos dizem que ele só fala de você. Gente, que porre! Alguém me dá espaço! E fora isso: a gente pode fazer uma coisa normal ou tudo tem que ser SUPER LEGAL O TEMPO INTEIRO? Não dá gente.

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O surfista

Ele tem um corpo lindo, brozeado de dar inveja, sorriso largo e cabelos rebeldes mas… Já é manjado. A não ser que você seja uma rata de praia ou uma surfista, já sabe que vai passar mais tempo na praia sozinha que com seu namorado. Sabe que ele vai querer voltar cedo das festas para madrugar e ir surfar porque o mar está bom. Sabe que, se forem viajar, destinos que não envolvam mar não estão entre os preferidos. Sabe que se namorar o surfista você provavelmente vai gastar mais com biquini e depilação que com qualquer outra coisa. Sabe que a prancha dele será mais preciosa que você (tipo a guitarra do músico citado acima).

Forever alone na praia

Forever alone na praia

O Mahamudra / Sarado

Ele tem um estilo de vida saudável, sempre. Mente sã e corpo são. Acorda cedo para treinar todos os dias. Tanquinho na barriga, cabelo impecável, perna fina. Troca a cerveja por suco verde e a pizza por omelete de claras. Ele acha que a vida é um grande presente de Deus e que nosso corpo é o nosso templo. Ele não é muito chegado a andar de camisa. Ele gosta mais do Instagram dele que de você. Ele transa se olhando no espelho porque afinal, ele é foda. Ele tem certeza que está te fazendo um bem enorme ao te incentivar para secar e malhar e acordar cedozzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz…. Sério. Não dá para ficar com alguém que troca o brigadeiro de domingo por lascas de cacau 95% e ainda diz que é igual. Nunca confie em pessoas que trocam doces por frutas. Ou que não bebem.

Vocês não têm aflição da veia saltada na barriga?

Vocês não têm aflição da veia saltada na barriga?

10 frases para não dizer a quem está tentando engravidar

As mulheres que estão tentando engravidar foram carinhosamente apelidadas como “Tentantes” por um grande site que trata de assuntos ligados a maternidade. Já vimos correr a internet coisas que as mães de primeira viagem mais escutam, coisas que as mãe de segunda viagem escutam, coisas que os pais escutam, mas e as tentantes? Acredite, além da luta para engravidar (algumas mais longas, outras mais curtas) as tentantes escutam coisas que irritam tanto quanto ouvir “Será que não está com fome?” irrita uma mãe de bebê, além dos olhares piedosos porque “coitada não consegue engravidar”. Claro que preferimos acreditar que as pessoas querem ajudar mas ainda assim, vamos a algumas pérolas:

“Isso é porque você está encanada, quando desencanar engravida!”

Certo. Faz realmente sentido até mas E PARA DESENCANAR? Você tem esse poder de simplesmente “desencanar” quando quer muito uma coisa? Se sim, por favor conta pra gente como chegou nesse nível de desapego. Pessoas que falam isso são as mesmas que dizem que “frio é psicológico”, só pode.

“Você já pensou em adotar?”

Adoção é um gesto lindo e extremamente nobre e acredito que não deve ser descartado. Algumas pessoas adotam após terem filhos biológicos, outras preferem adotar a gerar, enfim, são inúmeras as situações. Às vezes a pessoa está na jornada para gerar seus filhos e ainda não considerou ou pesquisou totalmente sobre o assunto ou têm os próprios motivos para não adotar, e só. Além disso, o processo de adoção pode ser longo e complicado. Não é uma jornada fácil e nem todos estão dispostos a ela, é um fato.

“E se vocês arranjassem um cachorro ou um gato? 

Também concordo que animais são ótimos para o ambiente, são carinhosos e ajudam a distrair mas… Não são filhos. Sim, entendo completamente a relação familiar com animais, mas se cachorro substituísse um filho provavelmente não teríamos tantas grávidas por aí…

“Por que você não faz uma inseminação?”

Para começar as pessoas não sabem a diferença entre inseminação e fertilização em vitro. Parecem ignorar também que são procedimentos caros que demandam dedicação, paciência para lidar com a frustração caso não funcione e físico para lidar com o tratamento,

“Acho que você esperou demais”

Porque na cabeça dessa pessoa se a mulher passou dos 30 já está velha para ter filhos.

“Às vezes você não é compatível com o seu marido mas pode tentar com outro”

Mais que sugerir que a pessoa se separe ou algo do tipo, JURO que já ouvi casos que alguém sugeriu que a tentante que engravidasse de outro e falasse que é do marido.

“Você sabia que existe um termômetro que mede a ovulação ou…”

Nessa caso realmente acho que a pessoa quer tentar ajudar, mas se a tentante está nesse processo há algum tempo é claro que ela sabe os artifícios ou produtos que podem ajudar.

“Tenho uma simpatia ótima que ajuda a engravidar!”

Sério?

“Nossa, tenho uma amiga que ficou ANOS tentando engravidar, então ela engravidou e…”

História de desgraça. Pode a tentante da história ter conseguido engravidar ou não, mas histórias de desgraça sempre existem e eu NUNCA entendi qual o objetivo de dividir histórias tão “maravilhosas”.

“Não sei por que você quer tanto engravidar, filho dá tanto trabalho!”

Sério?

“Fulana está grávida! Ciclana também, ficou sabendo? Talvez você devesse conversar com elas.”

É frustrante quando o MUNDO resolve engravidar e você não consegue. Claro que as pessoas não têm culpa, não estão engravidando para te agredir, e claro que você fica feliz se são pessoas da sua família ou amigas, mas no fundo o pensamento “Por que não eu?” sempre aparece, nem que seja ali no silêncio da noite no meio de pensamentos soltos, mas ter que ouvir de alguém que talvez elas estejam fazendo algo “certo” e você não, é um pouco demais.

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