Os 13 Mandamentos das Férias 

Para alguns as férias já chegaram é para outros ela está batendo na porta. Que delícia, não? Sim e não. Viajar com os pequenos pode ser uma delícia mas aqueles dias em casa podem configurar caso de hospício! Portanto, vamos aos MANDAMENTOS DAS FÉRIAS que vão te ajudar a não pirar! 

1. Não tentarás manter a casa arrumada! Manterás as ordens para organizar brinquedos após utilizá-los sem a ambição de ter uma casa decorada!

  

2. Permitirás que os pequenos assistam TV por mais tempo que o determinado em dias normais. Não se irritarás com os “eu quero” após cada propaganda gritada do Discovery Kids! 

3. Realizarás todas as atividades que pesquisou na internet e que não funcionarão com você, como fazer trabalhos manuais ou confeccionar uma barraca. 

4. Receberás por pelo menos um dia em sua casa os amiguinhos do seu filho!

5. Não convocarás o nome de Cristina Rocha do Casos de Família toda vez que a criança for alvo do mimo dos avós. Uma vez que a rotina voltar eles vão embora. 

6. Não surtarás com crianças dormindo às 11 da noite! 

  

7. Serás perdoada quando o único almoço possível for nuggets com macarrão e o jantar sanduíche de queijo. 

8. Enfrentarás com paciência e educação todas as filas dos passeios e estacionamentos de shoppings. Lembre-se do lema: desistir jamais!!!!

9. Terás em mente que voltarás de viagem mais cansada que partiu. 

10. Não lutarás contra o estilo fashion do seu filho na hora de se vestir! 

  

11. Farás vista grossa para as noites em que dormirem sem tomar banho ou escovar os dentes. (Aliás, eles e você!) 

12.  Deves comemorar de forma contida o curso de férias ou a volta às aulas tão almejados. Evite soltar fogos para não assustar bebês e animais. 

13. Aproveite para criar memórias e aproveitar o momento! São dias que não voltam jamais! 

😉

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1 mês de Bruno

1 mês com dois filhos.

Sim, me disseram que eu ficaria louca, que seria complicado. “Louca” ainda não é a palavra, PERDIDA cabe melhor para a situação.

Mesmo que eu já saiba como trocar fraldas e tratar uma cólica, é um novo ser que chega. Como inseri-lo na família? Quem é ele? Do que ele precisa? Todas as perguntas que surgem no primeiro filho surgem no segundo.

Nesse mês é claro que comprovei que amor soma, e não divide. Mais que esse amor de filhos que soma, tem o amor da família, dos amigos. O marido consagrado pai e companheiro, os avós que têm mais braços que aparentam, com capacidade para abraçar todos os netos ao mesmo tempo e ainda ajudar a mãe do bebê em recuperação, os tios que doaram um pouco da sua rotina para que esses mesmos avós pudessem ajudar, os amigos que ofereceram seu tempo não só para visitar, mas para ocupar meu mais velho e fazê-lo sentir completo de amor e cheio de atenção a todo momento, aos amigos que se prestaram a levá-lo para passear para os pais “descansarem” no sábado cuidando só do bebê, da amiga que se oferece para perder o almoço durante o expediente e ficar com o bebê para você poder tirar uma soneca e também aos amigos que ainda não visitaram porque entendem que no segundo filhos algumas coisas mudam e nem sempre estamos dispostos, a “diarista” que se tornou peça essencial na rotina da minha família, no bem querer do meu filho mais velho, a escola que acolhe não só a criança como a família num momento atípico, e as crianças…. Ah as crianças, os filhos…

Nesse mês, talvez quem melhor soube lidar com a chegada do bebê foi Luiz Gustavo. A paciência, o zêlo, o cuidado, a sensibilidade de saber quando se aproximar e quando se afastar, a compreensão, o amor incondicional. Claro que o ciúmes existe, mas em nenhum momento senti egoísmo da parte dele, pelo contrário, é um poço de amor e emociona.

Quanto ao Bruno, espero que ele esteja gostando de sua estada até o momento porque nós estamos muito felizes com ele aqui!

Estamos esquecendo de avisar alguém sobre o empoderamento feminino

Eu tenho visto diversas matérias, sites e blogs, feministas ou não, falando sobre o empoderamento feminino. Os movimentos vão desde um “boicote” de meninas às Princesa da Disney, passando por mães e o direito a escolha de como querem parir seus filhos até mulheres ocupando grandes cargos e tomando as rédeas das próprias vidas.

Eu acho todo esse movimento maravilhoso, tenho vontade de gritar para o mundo como mulheres são FODA até olhar para o lado e ver que tenho um marido e dois filhos e pensar que talvez, e apenas talvez, eles e outros não estejam sabendo sobre isso e que talvez, e apenas talvez, o empoderamento feminino ganhe muito com algo que vou chamar de “libertação masculina”.

Explico: não estou falando que homens sejam reprimidos e precisam de libertação. Me refiro a libertação do machismo encruado. Tão encruado que mal percebemos. Vejo nas escolinhas, que meninas fazem judô mas não vejo meninos fazendo ballet. E isso não tem nada a ver com sexualidade. Um menino heterossexual deveria poder fazer ballet sem ter sua sexualidade colocada em cheque. Entendem o ponto?

O tema da redação do ENEM desse ano é prova disso. Vi inúmeros comentários infelizes partindo de meninos novos que não tinham nem pêlo na cara. Em sua maioria são meninos que aprenderam que para sua auto-afirmação precisam diminuir o outro. Seja uma mulher, outro homem, um(a) homossexual.

O caminho do empoderamento feminino sempre será mais difícil enquanto não lutamos por tirar o machismo encruado dos nossos meninos. O machismo que homem não chora, que tem que perder a virgindade assim que conseguir segurar uma ereção (às vezes antes!), que não brinca de cozinha, que não pode querer uma boneca. Isso ainda está, E MUITO, ligado a sexualidade deles.

Falando em termos claros, o movimento que existe é “meu filho gosta de boneca e não há nenhum problema dele ser gay”. Ok, mas e se ele simplesmente ele apenas gosta de boneca mas não é gay? A não ser que você seja uma pessoa muito evoluída, possivelmente num primeiro momento o que você pensou com a minha última frase foi: “Ah, mas estranho né, gostar de boneca?” MESMO que esse pensamento tenha sido muito rápido, quase calado lá no fundo do cérebro.

A “libertação masculina” ainda causa tanta resistência quanto o empoderamento feminino e não estamos falando sobre ela.

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A primeira impressão é a que fica?

Quanto pesa uma primeira impressão? Uma primeira conversa? Um único encontro? Um post numa rede social? Quão surpreendente deve ser alguém para ser BOM o suficiente para se encaixar na sua vida? A era do imediatismo está tão presente que, se aquilo que você enxerga naquele momento não se apresenta como algo que se encaixe na sua vida, você logo descarta sem nem saber se há algo ali que serve para você.

Não há mais chance para se descobrir, para investigar relações, para aprofundar. Não há paciência.

Eu gosto de me surpreender positivamente com as pessoas. Há tempos percebi que ganho muito mais quando a primeira impressão NÃO é a que fica. Se eu tivesse me deixado levar por primeiras conversas, primeiros impactos, primeiras discordâncias, não teria as melhores amigas que tenho hoje. Ao invés de pensar “essa pessoa é muito diferente de mim”, é muito mais desafiador e interessante tentar entender as diferenças, por que ela pensa assim, por que ela é assim. É também uma chance para o autoconhecimento “por que não concordo com ela, por que não gostei dela, o que há em MIM que destoa tanto do outro?”

Se você abraça causas mas é incapaz de ouvir o que aqueles que não compartilham das mesmas ideias têm a dizer, então você não terá material para argumentar. É como abrir um estádio, enchê-lo com uma torcida, colocar um time de futebol para jogar e não ter rival. Ficam todos lá gritando odes ao time, mas não tem jogo, não tem vitória, não tem perdedor, não tem emoção, não tem EVOLUÇÃO.

Agregar pessoas é um dom. Saber explorar universos diferentes é aprendizado. Sair da sua zona de conforto é crescimento.

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*BÔNUS TRACK*

Eu não busco essa aprendizagem de “olhar além” do nada. Eu sou treinada para “olhar além” desde que nasci.

Eu gostaria muito que vocês conhecessem a minha mãe porque ela é a prova fulgás que nada é o que “parece”. Imaginem uma dona de casa na casa dos seus 60 anos, formada em pedagogia mas que deixou a profissão para cuidar da família. Ela não tem botox, nem roupas extravagantes, nem mestrado ou pós doutorado. Atualmente ela cuida dos netos e da casa. Sabe cozinhar apesar de não gostar muito. Ela gosta de GNT. As escolhas não fizeram dela menos mulher, menos pensante, menos atuante. Ela não deixa nada a desejar a uma alta executiva, uma presidente, uma diretora de ONG. Ela tem percepções de vida (e não de MÃE, veja bem) que me fazem refletir muito mais que livros de grandes autores. Ela é mais feminista que muita ativista de rede social. E não vejo assim porque sou filha: pergunte a QUALQUER um que tenha tido algum contato com ela. Ela sempre deixa todos boquiabertos, principalmente porque não esperam aquilo da dona de casa, da mãe, da avó.

E isso ela também aprendeu com a minha avó. Novamente, minha avó não era “pra frentex”, não liderou movimentos, não trabalhou fora. Minha avó sabia ler pessoas, sabia olhar além, sabia prestar atenção nas pessoas e buscava se surpreender positivamente mesmo que tudo apontasse para a direção contrária. Você poderia colocar minha avó numa comunidade ribeirinha em 1920 ou num jantar de fashionistas durante a Paris Fashion Week de 2015 e ela saberia o que dizer, o que fazer e certamente escutariam o que ela tinha a dizer.

A minha avó paterna também era o que podemos chamar de matriarca. Com opiniões sempre consideradas, com voz ativa, com conhecimento, com humor a frente do seu tempo.

Venho de uma família de figuras femininas muito fortes e elas me ensinaram que inteligência vai muito além de saber a obra completa de Kant e emponderamento feminino vai muito além de cargos de CEO.

Salvem o instinto materno!

O acesso a informação é algo super positivo, favorece o esclarecimento e a troca de ideias. O problema é quando o acesso vira excesso.

Médicos, livros, blogs e sites, fóruns, amigos, conhecidos, parentes… Todo mundo tem algo a dizer sobre maternidade (inclusive eu!) e em meio a tanta informação onde fica a nossa voz interior? O chamado instinto materno ou apenas “instinto”? Eu não acredito que o instinto materno ensine a trocar fraldas ou dar banho no bebê mas eu acredito que o instinto materno é o que nos faz ficar lá e continuar. O resto se chama TENTATIVA e ERRO.

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Uma das perguntas que mais ouvi tanto na primeira quanto na segunda gravidez é “Vai vir alguém para te ajudar? Sua mãe ou sua sogra?”. Acho SUPER válido, principalmente no período de recuperação do parto (seja normal ou cesárea) contar com uma “rede” de ajuda. Mãe, sogra, irmã, prima, tia… Quem quer que seja, acho a cumplicidade entre mulheres algo incrível, desde que haja limites. Por dois motivos: o pai deve ser inserido no novo contexto da família. Deve ter um papel, deve se sentir convidado a participar já que o “instinto paterno” da maior parte dos homens tende a falhar num primeiro momento. Soma-se isso a licença paternidade reduzida e voilá: em pouco tempo teremos uma mulher decepcionada e um pai perdido. Veja bem, não estou dizendo que a negligência de alguns pais seja culpa das mulheres, mas um empurrãozinho na direção certa é sempre bem-vindo.

O outro motivo: a ajuda (geralmente), não vai estar lá para sempre. É preciso dar espaço para que aquela nova mãe se torne de fato uma mãe. Não “qualquer” mãe, mas a mãe para o bebê que ela deu a luz. Encare como se você estivesse fazendo um bolo que não tem receita certa: depende do seu gosto. Então, às vezes você coloca mais açúcar, menos farinha, mais chocolate ou menos chocolate… Se você está sozinha consegue errar e tentar de novo sem medo. Mas se a todo momento tem alguém dizendo que não é assim, que precisa de ovo, que você colocou manteiga demais ou que faz o bolo diferente de você e não gostou do seu, bem, então é capaz que você se distancie cada vez mais da sua receita própria.

Que tal pensar que o instinto materno é uma opção em meio a tanta informação, mas que para funcionar ele deve ser exercitado todos os dias?

2013-06-08 13.05.25